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Artigo: As razões da crise política no Brasil

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opinião

Em artigo publicado no jornal Valor Econômico, no final de janeiro, Carlos Pereira, cientista politico e professor da Fundação Getúlio Vargas, discute as razões da crise brasileira. Comentando que “a sensação de descarrilamento e de mal estar é generalizada”, ele pergunta: “Como chegamos até aqui? Por que os equilíbrios virtuosos alcançados ao longo das duas últimas décadas não conseguiram se sustentar ao longo do tempo? Até que ponto essas crises decorrem de problemas estruturais do sistema político? Seriam consequência de problemas de governo, especialmente no que diz respeito a más escolhas de gerência de coalizões?”

Para ele, é possível identificar pelo menos três interpretações concorrentes, mas não necessariamente excludentes, para a crise política brasileira. A primeira seria a de que não houve descontinuidades ou mesmo deterioração na forma de gestão dos presidentes brasileiros pós-redemocratização e os problemas seriam decorrentes de fatores exógenos à gestão.

A segunda interpretação seria que “o desenho do nosso sistema, ancorado em uma fragmentação partidária excessiva, galopante e independente das escolhas da própria gestão política, levaria a custos proibitivos de governabilidade de forma inexorável, sempre seguido de cooptação financeira e corrupção”.

Por fim, a terceira interpretação, segundo ele, identifica a crise política como, fundamentalmente, uma crise de governo, na medida em que o presidencialismo de coalizão foi transformado em presidencialismo de cooptação nos governos do PT.

Em sua opinião, “independentemente do grau de acerto e erro de cada visão e suas respectivas prescrições, há barulho lá fora e a ciência política brasileira precisa enfrentá-lo. A saída, ainda que desconfortável, é a de buscarmos lições da crise”. Pereira conclui o texto resumindo em três as principais lições da crise: “A primeira é que superestimamos os poderes constitucionais e de agenda do presidente enquanto mecanismos capazes de superar desafios de gestão de coalizões. A segunda é que o compartilhamento proporcional de poderes com aliados só gera efeitos virtuosos quando o presidente é politicamente forte. Finalmente, a terceira lição que se pode apreender é que o funcionamento virtuoso do presidencialismo de coalizão requer um presidente/líder/coordenador hábil e disposto a um jogo de caráter consociativo. Caso contrário, os custos e problemas de coordenação política adquirem um potencial predatório”.

Os assinantes do jornal Valor Econômico podem ler a íntegra do artigo clicando aqui.

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