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As mentiras do sal rosa: não é tão benéfico, nem é do Himalaia

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CURIOSIDADE

 

 

 

Ao procurar “sal rosa do Himalaia” no Google, aparecem mais de 300.000 resultados em português. Muitos deles alardeiam os “incríveis benefícios” desse ingrediente. Regular o açúcar no sangue e a acidez do organismo e melhorar a saúde respiratória e cardiovascular são algumas das propriedades atribuídas, sem nenhum tipo de aval científico. O que fica claro ao fazer a busca é que um quilo deste sal milagroso custa várias vezes mais que o comum de mesa, que não costuma passar de R$ 2 por quilo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda um consumo máximo de 5 gramas de sal por dia, o equivalente a uma colherinha de café (algo que no Brasil mais do que duplicamos). “O problema do sal está na quantidade de sódio que contém”, diz Ramón de Cangas, dietista-nutricionista, doutor em Biologia Molecular e Funcional e membro da Academia Espanhola de Nutrição e Dietética, em entrevista para a edição brasileira do El País. Esse elemento é associado a diversos problemas de saúde pública, como a hipertensão arterial, os problemas cardiovasculares, os cálculos renais e inclusive o câncer de estômago, segundo a OMS, e o sal rosa do Himalaia não contém menos que o comum: “Ele fornece as mesmas quantidades de sódio que o sal de mesa”, sentencia De Cangas. Portanto, as recomendações da OMS são igualmente aplicáveis a ele.

Leia aqui a íntegra da reportagem do El País.

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