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O enigma dos sinais cósmicos que chegam a cada 131 segundos

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CURIOSIDADE

 

 

Durante 500 dias, potentes sinais de raios-X chegaram à Terra vindos de uma galáxia remota. O mais surpreendente é que eram periódicos. Repetiam-se exatamente a cada 131 segundos. Para alcançar essa galáxia e conhecer a origem desses sinais, seria preciso viajar durante quase 300 milhões de anos a 300.000 quilômetros por segundo – a velocidade da luz -, algo totalmente impossível com a tecnologia atual. Agora, graças a vários telescópios espaciais, uma equipe de astrônomos conseguiu explicar o fenômeno e, de passagem, esclarecer como os buracos negros se alimentam, segundo revela reportagem assinada por Nuño Domínguez para a edição brasileira do El País.

Em novembro de 2014, vários telescópios captaram uma eclosão de raios-X vinda de um buraco negro com uma massa um milhão de vezes maior que a do Sol, e que fica no centro da galáxia em questão. É um corpo similar ao que existe no centro da nossa própria galáxia, a Via Láctea. O brilho ocorreu quando o buraco engoliu uma estrela que cruzou o chamado horizonte de acontecimentos, o limite além do qual nada pode escapar à sua atração.

Graças a esses sinais, a equipe conseguiu calcular pela primeira vez a velocidade de rotação de um buraco negro: 150.000 quilômetros por segundo, ou seja, a metade da velocidade da luz, segundo um estudo publicado na revista Science e apresentado no congresso da Sociedade Astronômica dos EUA, que se realiza em Seattle.

A hipótese da equipe é que parte da estrela não foi devorada, mas se desintegrou em uma nuvem de gás e poeira que permaneceu em órbita exatamente no horizonte do buraco. Os sinais periódicos são resultado da presença de outra estrela na mesma órbita, uma anã branca, que arrastou consigo a nuvem de poeira e produz as emissões periódicas de raios X. É um fenômeno extremamente raro que durará apenas algumas centenas de anos antes que o buraco engula essa outra estrela, explicam os responsáveis pelo estudo.

Leia aqui a íntegra da reportagem do El País.

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