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O rio Doce e o piquenique de Georg Langsdorff

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Tragédia em Mariana

Quase 200 anos antes da maior tragédia ambiental do Brasil, o rompimento da barragem da mineradora Samarco, em Mariana (MG), o barão russo Georg Heinrich von Langsdorff definiu com precisão os efeitos da atividade mineradora nas cidades do Vale do Rio Doce. “Toda a lavação de ouro, pelo menos à que assisti até hoje, acontece sem nenhum método, ao Deus dará. Aqui, principalmente, chegou-se à loucura,” escreveu ele em seu diário de viagem, obra produzida ao longo dos sete anos em que percorreu Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso e Amazônia.

Em sua coluna na edição de sexta-feira (4) do jornal Valor Econômico, a jornalista Maria Cristina Fernandes, relata os mais importantes apontamentos de Langsdorff em seus diários – ele escreveu 1.388 páginas. “É difícil ter uma ideia dos absurdos e da devastação que se cometem aqui nas escavações do ouro”, escreve. “A sede de ouro está tão enraizada nas pessoas que muitas delas, ainda hoje, continuam a investir contra as partes ainda intocadas dos morros, revolvendo e escavando a terra a esmo”.

A íntegra do texto está disponível para assinantes do Valor Econômico.

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