Delfim: Previdência é o desafio da próxima gestão  

03-04-2018

O presidente que será eleito em outubro terá que enfrentar um grande desafio: resolver o nó das despesas públicas com pessoal e Previdência. “Elas crescerão de tal forma que não haverá outra alternativa”, diz o economista Antônio Delfim Netto, para arrematar com uma de suas muitas frases bem-humoradas: “Por mais que a gente queira, dois mais dois são quatro, não 22”, diz ele.

Aos 90 anos, Delfim continua sendo uma referência quando se debate os grandes problemas brasileiros. É fácil entender a razão. Entre 1967 e 1985 foi parte do núcleo que decidiu o destino da economia do País ocupando, sucessivamente, os cargos de ministro da Fazenda, da Agricultura e do Planejamento. Em 1987 elegeu-se deputado constituinte e ajudou a escrever a Constituição de 1988.

TV Espaço Democrático foi até o escritório de Delfim Netto, instalado em uma ampla casa de arquitetura dos anos 1950, no bairro de Higienópolis, em São Paulo, para ouvi-lo sobre os problemas do Brasil hoje e as perspectivas para o futuro. Ao jornalista Sérgio Rondino e ao economista Roberto Macedo, um velho conhecido, ele mostrou uma visão otimista do presente – a recessão está sendo superada, o desemprego diminuiu e a inflação está sob controle – mas acredita que o futuro só será melhor se o eleitor entender que não há outro caminho a trilhar, que não o da responsabilidade fiscal: “Há limites que não podem ser ultrapassados, por maior que seja o desejo e a vontade política”. Assista.