País vive sua pior crise fiscal, mas pode melhorar

16-03-2018

Felipe Salto mostrou que o quadro econômico brasileiro ainda apresenta desequilíbrios graves, especialmente no que se refere às receitas e despesas do governo.

 

O Brasil vive a pior crise fiscal de sua história e não poderá fugir da Reforma da Previdência e de outras reformas estruturais, necessárias para que a economia nacional continue em pé. O alerta foi feito nesta sexta-feira (16) pelo economista Felipe Salto, diretor-executivo do Instituto Fiscal Independente (IFI), durante sua participação em debate promovido pelo Espaço Democrático – fundação do PSD para estudos e formação política.

O evento, que integrou a série Encontros Democráticos, teve por objetivo discutir a situação das contas públicas brasileiras e as saídas possíveis para que o País encontre o caminho do desenvolvimento sustentado. Ao longo dos últimos anos os Encontros têm discutido as grandes questões nacionais como forma de gerar conteúdo para orientar a atuação do partido nas diversas instâncias em que está presente. A íntegra dos debates é publicada no site da Fundação (veja aqui).

 

 

O debate desta sexta-feira, conduzido pelo jornalista Sérgio Rondino, teve também a participação do economista e professor Roberto Macedo, consultor do Espaço Democrático.

Em sua palestra, Felipe Salto – formado pela FGV/EESP e mestre em administração pública e governo também pela FGV-SP – mostrou que o quadro econômico brasileiro, embora venha melhorando bastante nos últimos meses, ainda apresenta desequilíbrios graves, especialmente no que se refere às receitas e despesas do governo. Contudo, manifestou-se otimista. “Acredito que o debate que antecederá as eleições deste ano será mais transparente, pois vender terrenos na lua não cola mais”, afirmou. Para ele, a população está mais atenta “e não dá para prometer mundos e fundos e não cumprir”.

O economista defendeu a necessidade de se expandir o conhecimento sobre a estrutura de gastos públicos para conscientizar a sociedade sobre a importância das reformas que estão em discussão, a exemplo da previdenciária e da tributária. Ele explicou que essa é uma função do IFI, instituição criada pelo Senado Federal para realizar análises técnicas e independentes sobre política fiscal e orçamentária com o objetivo de melhorar a disciplina fiscal, promover maior transparência das contas públicas e elevar a qualidade do debate público sobre a questão fiscal. Lembrou que a criação e desenvolvimento desse tipo de instituição é uma tendência mundial, sendo que a primeira do gênero foi criada em 1972 nos Estados Unidos.