Como funcionava o governo sob o califado do Estado Islâmico

06-04-2018

Restos de papéis ficaram para trás no Ministério da Agricultura que havia sido ocupado pelo EI

Em reportagem do New York Times publicada pela Folha de São Paulo, a jornalista Rukmini Callimachi relata que, semanas depois de militantes tomarem a cidade de Mossul, no Iraque, uma ordem foi transmitida pelos alto-falantes das mesquitas locais: os funcionários públicos deviam apresentar-se aos seus locais de trabalho anteriores. O telefonema chegou a Muhammad Nasser Hamoud, que trabalhara para o Diretorado de Agricultura do Iraque por 19 anos, atrás do portão trancado de sua casa, onde ele estava escondido com sua família.

Apavorados, mas sem saber o que mais fazer, ele e seus colegas voltaram caminhando para o prédio de seis andares do Diretorado, decorado com cartazes de sementes híbridas. Ao chegarem, encontraram cadeiras dispostas em filas organizadas, como se fosse para uma palestra. Seus receios mostraram ser infundados.

Apesar de falar em tom ameaçador, o comandante lhes transmitiu uma ordem surpreendentemente moderada: “Voltem ao trabalho imediatamente”. Uma folha de ponto seria colocada na porta de cada repartição. Os funcionários que faltassem ao trabalho seriam punidos. Confira a íntegra da matéria na Folha de São Paulo