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{ ARTIGO }

A próxima década do PSD

Nosso partido propõe a conciliação e a união daqueles que buscam superar as dicotomias irracionais, escreve Vilmar Rocha, fundador do PSD

 

 

 

Vilmar Rocha, fundador do PSD, coordenador de Relações Institucionais da Fundação Espaço Democrático e presidente do partido em Goiás

 

 

Ao anunciar a fundação do PSD, em 27 de setembro de 2011, o então prefeito de São Paulo Gilberto Kassab afirmou que o partido não seria de direita, não seria de esquerda, nem de centro. Naquele momento, estávamos deixando o DEM para fundar uma nova legenda, sem traços ideológicos predominantes e aberta às correntes mais centristas. Foi um posicionamento estratégico, buscando a formação e o crescimento da legenda.

Nestes dez anos de fundação, o PSD se consolidou como um partido de centro, esquivando-se dos espectros políticos dicotômicos e extremados. Nos colocamos na política contrários aos radicalismos, buscando na convergência, nunca na divergência, encontrar o ponto de equilíbrio.

Ser de centro não significa estar em cima do muro ou propenso à adesão, como atacam os críticos. Nosso posicionamento político nos permite a dúvida, mas não nos leva à indecisão. Somos favoráveis à concertação política entre as forças partidárias comprometidas com o País dentro das boas práticas democráticas e republicanas, e nos opondo às vaidades e projetos personalistas.

O centro democrático a que o nosso partido se molda é o mesmo que nas democracias já consolidadas em todo o mundo promove, organiza e sustenta o debate público sobre temas que impactam a vida das pessoas; em desfavor das causas privadas e pessoais.

Para a década que se inicia o PSD tem novos desafios relacionados à construção e consolidação de sua identidade programática e de mecanismos que garantam a fidelidade a esse programa, que tem como principais eixos o compromisso irrestrito com a Democracia e o Estado de Direito; apoio incondicional à educação de qualidade, com ênfase no ensino fundamental; e o combate à desigualdade social.

O traço liberal da nossa legenda não se opõe às políticas públicas que garantam aos indivíduos acesso aos bens necessários para seu desenvolvimento, garantindo sua autonomia e minimizando a desigualdade social.

Nós, fundadores do PSD, compromissados com essa legenda e com os rumos do País, devemos priorizar o eixo programático definido pelo partido nos próximos dez anos.

Em tempos de bipolarização e radicalismo, que desviam o jogo político do campo da civilidade, do diálogo e da concórdia, o nosso partido propõe a conciliação e a união daqueles que buscam superar as dicotomias irracionais.

Nossa maior inspiração de hoje e de dez anos atrás é a esperança de Juscelino Kubitschek, maior estadista da história republicana do Brasil: “Deste Planalto Central, desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais, lanço os olhos mais uma vez sobre o amanhã do meu País e antevejo esta alvorada com fé inquebrantável e uma confiança sem limites no seu grande destino”.

 

Artigo publicado no jornal “O Popular”, de Goiânia, em 26 de setembro de 2021.

 


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