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{ ARTIGO }

Santos Dumont ajudou a decolar o Parque do Iguaçu

Economista Roberto Macedo lembra como o brasileiro interferiu diretamente na criação do parque, cuja área pertencia a um uruguaio

 

 

 

Roberto Macedo, economista e colaborador do Espaço Democrático

 

Edição: Scriptum

 

Recentemente tomei conhecimento dessa história, no blog do jornalista Carlos Brickmann. Não a conhecia, achei-a interessante, e resolvi passar aos leitores do site da Fundação Espaço Democrático, do PSD.

O texto informativo veio da escritora e pesquisadora Laurete Godoy. Resumindo suas informações, ela conta que em 1916 Santos Dumont estava na Argentina e visitou Puerto Iguazu. Uma comitiva do lado brasileiro foi ao seu encontro, e o convidou para visitar as cataratas desse lado.

Chegando ao lado brasileiro, ficou “…deslumbrado com a beleza natural da região e com a exuberância das quedas d’água. E soube que Jesus Vall, de nacionalidade uruguaia, era o proprietário das terras onde estavam as cataratas”. Santos-Dumont entendeu que aquela área privilegiada, por estar no Brasil, não podia ser propriedade particular de um estrangeiro. Deveria ser patrimônio brasileiro. Decidiu, então, ir a Curitiba para “falar com a maior autoridade governamental do Paraná.”

Depois de uma longa viagem, que durou cerca de 10 dias – inclusive com extenso trecho a cavalo – Santos Dumont foi recebido por essa autoridade e “…sugeriu que, na região das cataratas, fosse construído um parque nacional. Essa viagem, posteriormente, passou a ser conhecida como Cavalgada Patriótica.”

O resultado foi o decreto nº 653, de 28 de julho de 1916, de Affonso Alves Camargo, presidente da Província do Paraná, que reservou a “área de terras junto às Cataratas do Iguaçu, denominadas Santa Maria, na fronteira com a República Argentina, para o estabelecimento de uma povoação e um parque”.

Relata o jornalista Carlos Brickmann: “A área, de 1.008 hectares, foi declarada de utilidade pública. Em 1930 foi ampliada a área desapropriada e, em 10 de janeiro de 1939, por meio do Decreto-Lei nº 1.035, do então presidente Getúlio Vargas, foi criado o Parque Nacional do Iguaçu, que recebeu da Unesco, em 1986, a distinção de Patrimônio Nacional da Humanidade. Em 11 de novembro de 2011 as Cataratas do Iguaçu receberam o honroso título de uma das Novas Sete Maravilhas Mundiais da Natureza.”

Nós, brasileiros, aprendemos na escola que Santos Dumont foi o “Pai da Aviação”, mas internacionalmente o assunto é controvertido. Há muitos, em particular os americanos, que creditam a invenção aos irmãos Wright, que entretanto fizeram um avião voar sendo catapultado, sem registro oficial e filme. Se você quiser ver a versão brasileira da controvérsia, consulte, por exemplo, este link. As versões que defendem os irmãos Wright estão quase todas em inglês e podem ser vistas consultando o Google com a pergunta “who invented the airplane?”.

Quanto à decolagem do Parque Nacional do Iguaçu, Laurete Godoy não fala de controvérsia quanto ao papel de Santos Dumont. Também estou do lado dele no pioneirismo do seu 14-Bis.


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