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De anarquistas a antifascistas: a arte política nos muros de vila italiana

Pinturas em Orgosolo cobrem muros e fachadas da vila erguida durante a Idade Média, transformando o local numa grande exposição a céu aberto

“Quantos massacres de inocentes para o fim de um tirano?”

 

Texto: Estação do Autor com Nossa/UOL

Edição: Scriptum

 

Além de suas praias de areia branca, banhadas pelo mar cor de esmeralda e famosas no mundo todo, a Sardenha, na Itália, guarda outros encantos. Um deles se encontra em Orgosolo. Por lá, o mergulho é na arte, na história e na cultura do povo sardo, registrados em murais criados por artistas italianos e de outros países. As pinturas cobrem muros e fachadas da vila erguida durante a Idade Média, transformando o local numa grande exposição a céu aberto.

Leia na reportagem de Annamaria Marchesini para o Nossa/UOL como, a partir da iniciativa de artistas e educadores, pinturas começaram a ocupar as ruas de Orgosolo, transformando os muros e fachadas de edifícios em espaço de manifestações políticas, sociais e culturais ao longo dos anos.

 

Foi em 1975 que as pinturas começaram a colorir os muros de Orgosolo.

 

O primeiro mural da vila surgiu em 1969. Criado pelo grupo teatral anarquista Diónisio, a Sardenha não aparecia representada na pintura do mapa da Itália. Era uma clara crítica à sua insignificância no jogo político italiano, que sucumbia ao imperialismo norte-americano, na visão do coletivo. Porém, foi em 1975 que as pinturas começaram a colorir os muros de Orgosolo.

Munido de tintas e pincéis, o professor de educação artística Francesco Del Casino levou seus alunos para as ruas, para criar painéis em comemoração ao trigésimo aniversário da Libertação do nazi-fascismo e em homenagem à resistência italiana. Desde então os murais foram se multiplicando. Pelas ruas e vielas do povoado há pinturas que deixam gravadas, por meio de textos e imagens, críticas aos governantes da Itália e do mundo, além de alertarem para questões sociais emergentes do passado, do presente e do futuro.


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