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A ‘rua sensorial’ criada para estimular a memória de idosos com sintomas de demência

Ong britânica desenvolveu espaço que ajuda os idosos a despertarem memórias e a se conectar com as próprias emoções

 

Texto: Estação do Autor com BBC News

Edição: Scriptum

 

Especialistas indicam que pessoas com demência geralmente tem dificuldade para acessar as memórias, mas isso não significa que as lembranças tenham sido perdidas. Assim, estímulos sensoriais podem ajudar os idosos nessas condições a recuperar parte delas. Pensando nisso, uma casa de repouso na cidade britânica de Birmingham criou uma “rua sensorial”.

A reportagem de Catrin Nye para a BBC News mostra que experiências de estímulo sensorial em casas de repouso têm sido positivas, ajudando os idosos a despertar memórias e a se conectar com as próprias emoções.

A princípio, a Robert Harvey House parece um lar para idosos como os outros espalhados pela Inglaterra. Porém, nos fundos do edifício, além de uma bomboniere com prateleiras cheias de doces de antigamente, há uma agência dos correios ao lado de uma bomba de combustível como a de outros tempos. Essas instalações, além de alguns animais domésticos que remetem ao passado, estimulam a memória dos conviventes.

Sarah Smith, pesquisadora-sênior sobre demência na Universidade Leeds Beckett, explica que promover o contato com ambientes que gerem estímulos e oportunidades de interações sociais são aspectos fundamentais no cuidado com os idosos. Segundo a cientista, as memórias resgatadas são de períodos do início da vida adulta, quando se dá a definição de nossa personalidade, e entrar em contato com essas reminiscências pode reforçar o senso de identidade, trazendo mais bem-estar e conforto aos que sofrem com a demência.

A casa de repouso é administrada pela organização sem fins lucrativos Broadening Choices for Older People (BCOP, ou “ampliando escolhas para idosos”, em tradução livre), que também realiza constatemente campanhas de arrecadação de fundos para manter as instalações.

Como a tendência é que a saúde da maioria dos residentes com sintomas de demência vá se deteriorando lentamente, a prioridade é dar aos pacientes a melhor qualidade de vida possível, diz a ONG.


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