As piores nuvens de gafanhotos da história

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A espécie schistocerca cancellata pode afetar seriamente a vegetação e, consequentemente, a atividade agrícola do sul do País.

 

Nos últimos dias, o alerta de que uma nuvem de gafanhotos vinda da Argentina está avançando sobre a fronteira do Brasil nos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina está preocupando não só os agricultores. Difícil não associar o momento de pandemia que estamos vivendo com as pragas do Egito, por exemplo, que fazem parte da tradição judaico-cristã.

Ainda que cause medo e nos leve a esse tipo de ligação, os gafanhotos não fazem mal para humanos ou animais. Mas sua passagem pelos campos costuma ser devastadora. Reportagem de Beatriz Lourenço, publicada na revista Galileu, conta um pouco da história dessa praga bíblica (Leia a íntegra).

Apesar de não ser um vetor de nenhum tipo de doença, a espécie de gafanhotos (Schistocerca cancellata) que se aproxima do Brasil pode afetar seriamente a vegetação e, consequentemente, a atividade agrícola do sul do País. Segundo o engenheiro agrônomo argentino Héctor Medina, uma nuvem desses insetos é capaz de consumir uma área de pastagem de tamanho equivalente ao ocupado por 2 mil vacas ou 350 mil pessoas.

Essa não é a primeira vez que tal fenômeno ameaça a agricultura de um país. Desde o Egito (1400 a.C) até o Leste da África entre 2019 e 2020, gafanhotos vêm causando estragos pelo mundo, produzindo infestação em vilarejos e cidades, além de dizimar plantações inteiras.

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