‘Assumimos um risco para ter a vacina no Brasil’, diz presidente da Fiocruz

Compartilhe
TwitterFacebookWhatsApp

CORONAVÍRUS

 

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, defende a imunização, mesmo sem garantia de um resultado eficaz.

 

O anúncio de que o Brasil vai iniciar a produção de vacinas contra a Covid-19, desenvolvidas pela Universidade de Oxford, na Bio-Manguinhos, laboratório da Fiocruz, é um alento em meio ao combate da pandemia. Em entrevista ao O Globo, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, defende a imunização, mesmo sem garantia de um resultado eficaz. Mas adverte que o País deve rever atendimento à saúde pública (leia a íntegra).

“Assumimos um risco de natureza econômica para ter a vacina no Brasil, um compromisso financeiro, esperando que o produto seja bem-sucedido, mas claro que ele pode não se provar eficaz. Há muitas pesquisas sem resposta sobre o coronavírus, e acredito que a escolha desta vacina foi muito bem pensada. Não somos o único país a tomar esta iniciativa. Outros também estão conciliando ensaios clínicos e produção de lotes sem ter certeza sobre o resultado final”, afirma.

A presidente da Fiocruz convoca municípios, Estados e governo federal a atuarem juntos no combate à Covid-19 e adverte que a população não deve esperar pelos milagres de uma vacina. Como os resultados dos ensaios clínicos não serão conhecidos antes de outubro, as medidas de proteção contra a pandemia, como a higienização e o uso de máscaras, não devem ser abandonadas.

  Publicações

  Para pensar