Brasil é o que mais faz divulgação científica no mundo

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A frequência de ações de comunicação da ciência no País é quase três vezes a do Japão e acima da média global.

 

O Brasil é o país que mais divulga ciência em suas instituições públicas de ensino, como universidades e centros de pesquisa e também o que mais utiliza as redes sociais como meio de divulgação científica.

A frequência de ações de comunicação da ciência no País —incluindo mídia tradicional, eventos públicos e redes sociais — é quase três vezes a do Japão e acima da média global. A informação consta de um estudo publicado na revista científica PlosONE por pesquisadores de diversos países, incluindo uma brasileira, Luisa Massarani, coordenadora do Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia da Fiocruz.

No jornal Folha de S.Paulo, reportagem de Ana Bottallo conta detalhes da pesquisa que avaliou 2.030 instituições no Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Itália, Reino Unido, Holanda, Portugal e Japão (leia íntegra aqui).

“Nossa expectativa era que o uso de redes sociais fosse maior do que o encontrado. Mas entendemos que, nas instituições que usam mais tanto meio tradicional quanto redes sociais, isso é mais devido a um investimento maior em divulgação científica do instituto, com formação em recursos humanos, do que tamanho da instituição”, afirma Marta Entradas, pesquisadora do Instituto Universitário de Lisboa e primeira autora do estudo.

No caso do Brasil, a frequência reportada de uso do Facebook diariamente ou semanalmente pelas instituições foi de 40%, o maior valor encontrado entre todos os países. Este é o valor aproximado também de divulgação em sites oficiais das instituições (38%). Cerca de 20% reportaram usar o Twitter e apenas 10% blogs de ciência.

Para Luisa Massarani, da Fiocruz, a divulgação em redes sociais pode ser feita a custos mais baixos, o que é uma vantagem para instituições de menor porte, com menos recursos disponíveis. “Mas ter uma diversidade de ações, de tipos e custos diferentes, é fundamental para consolidar uma cultura científica em nosso país, com objetivos e perspectivas diferentes.”

Ainda segundo a pesquisa, a maior parte da população procura buscar informações sobre ciência em mídias tradicionais, o que reflete a baixa adesão em redes sociais das instituições públicas. Nos países europeus, cerca de 10% reportaram usar redes sociais para buscar informações de ciência e tecnologia.

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