Brasil envia sementes tradicionais para “caixa forte” no Ártico

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CIÊNCIA

 

Os bancos existem para serem usados em casos extremos como catástrofes que arrasem plantações ou doenças novas.

 

Localizado em ilha norueguesa do arquipélago Svalbard, o mais importante banco de sementes no mundo recebe mais de 3 mil variedades brasileiras. Com mudanças climáticas, aumenta estoque de espécies armazenadas no local. É o que mostra reportagem publicada na edição brasileira do site alemão DW (leia mais).

Criado para armazenar cópias de segurança de milhares de tipos de alimentos, o Svalbard Global Seed Vault, construído em território ártico da Noruega, recebeu 3.438 variedades de sementes coletadas no Brasil na última terça-feira (25).

Recolhidas ao longo dos últimos 50 anos por agricultores brasileiros, as sementes são embaladas em pacotes especiais e distribuídas em caixas. A coleção contém variedades de arroz, milho, pimenta, cebola, abóbora, pepino, melão e melancia acondicionadas para resistir ao tempo e manter a capacidade de germinar por séculos.

Os bancos existem para serem usados em casos extremos como catástrofes que arrasem plantações ou doenças novas. A variação genética guardada pode servir como fonte na busca por alternativas, explica a bióloga Rosa Lia Barbieri, pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O órgão está na lista das 36 organizações que fazem parte desse novo depósito de amostras na Noruega.

Com a nova remessa e um reforço técnico recente em suas estruturas, o banco global de Svalbard ultrapassa a marca de um milhão de variedades guardadas. Para os administradores, o número recorde de contribuições recebidas em 2020 reflete duas grandes preocupações: temores sobre o impacto das mudanças climáticas no cultivo de alimentos e a perda da biodiversidade.

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