Brasileiros empregados procuram novos postos

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Perda de empregos e clientes, salários e jornadas de trabalho reduzidas indicam um chamado “novo normal”.

 

O medo de ser demitido assombra o empregado poupado de corte de gastos nas empresas, nessa pandemia. Segundo dados da 12ª edição do Índice de Confiança Robert Half (ICRH), 40% dos brasileiros procuram uma recolocação no mercado, mesmo não tendo perdido seus empregos. São profissionais qualificados, com 25 anos ou mais e formação superior. Perda de empregos e clientes, salários e jornadas de trabalho reduzidas indicam um chamado “novo normal”, com insegurança e mudança de comportamento por conta da recessão do mercado. Entenda o fenômeno em matéria de Tatyane Mendes, publicada na Exame (Leia a íntegra).

A insegurança se justifica. O levantamento revela que a expectativa para os próximos seis meses não é tão otimista, e que o nível de confiança caiu entre os profissionais, principalmente naquela faixa etária.

Solange Castro, especialista em carreiras e professora de liderança do Ibmec Brasília, avalia que a pesquisa não esclarece a razão dos profissionais estarem procurando novas oportunidades. Ela ressalta que pessoa empregada não é sinônimo de satisfeita. “O que motiva as pessoas a buscarem uma recolocação pode ser desde uma busca por oportunidades de crescimento, pacote de benefícios melhor, a reputação de determinada empresa, entre outros. Os profissionais empregados têm a segurança de conseguir pagar as contas, o que é positivo com a recessão no mercado, mas isso faz pouco pela satisfação e motivação no trabalho”, esclarece.

Existe uma grande preocupação com a parcela mais jovem da força de trabalho. De acordo com estudo recente da Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de 16% dos jovens entre 18 e 29 anos perdeu o emprego por conta da pandemia em todo o mundo. E, segundo dados do IBGE, antes da pandemia os trabalhadores até 24 anos representavam 27,1% dos desempregados brasileiros.

Apesar da aparente fragilidade desta parcela de trabalhadores, Solange Castro considera que o isolamento determinado pela pandemia trouxe a oportunidade à muitos jovens de acessarem cursos gratuitos e de qualidade. E que, por serem jovens tem mais facilidade no mundo digital podendo tirar daí capacitação, oportunidade de negócios e renda.

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