Capacidade de geração de energia cai no Brasil

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A usina de Belo Monte, uma das mais recentes do país

 

Neste ano, o Brasil terá que conviver com o menor aumento de capacidade de geração de energia desde 2012, de acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME).

Reportagem de O Globo, de Bruno Rosa e Manoel Ventura, revela as estratégias e ações que o governo terá de adotar para minimizar o problema. A principal delas passa por recorrer a termelétrica e a usinas solar e eólica para ampliar a capacidade.

Na próxima década, o governo aposta na construção de oito vezes mais usinas termelétricas e de fontes renováveis, como eólica e solar, em comparação ao crescimento previsto da geração hidrelétrica.

O ano de 2020 foi marcado pela não realização de leilões de energia nova, adiados por conta da pandemia e da retração da economia, que reduziu o consumo. Por isso, neste ano, o Ministério de Minas e Energia prevê nove leilões de geração e dois de transmissão.

Para o futuro, Luiz Augusto Barroso, ex-presidente da EPE e atual presidente da consultoria PSR, acredita que as fontes renováveis serão protagonistas da expansão da geração no Brasil. Segundo ele, essas fontes hoje são mais baratas que outras alternativas. Esse cenário, por outro lado, irá exigir do setor elétrico alternativas que complementem a matriz, já que essas fontes são intermitentes, pois dependem de sol e vento.

O Brasil ainda tem capacidade disponível para construir hidrelétricas. Mas 77% do potencial pesquisado pelo governo estão em áreas protegidas, como terras indígenas, territórios quilombolas e unidades de conservação. Além disso, são áreas distantes dos grandes centros consumidores, o que encarece o custo da transmissão.

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