Centro do Rio precisará ser reinventado após pandemia

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Vista do centro do Rio de Janeiro

 

A pandemia não mudou somente hábitos sociais. As cidades também sofrem transformações e, aos poucos, têm os seus perfis urbanísticos alterados. O fechamento de algumas lojas e adesão ao home office afastam as pessoas dos escritórios localizados no centro das grandes cidades e a tendência é que esses espaços passem a ter uma ocupação mista, residencial e comercial. Em reportagem de O Globo, Luiz Ernesto Magalhães e David Barbosa mostram como os efeitos da pandemia do coronavírus devem transformar o coração financeiro do Rio de Janeiro (leia mais).

Segundo estimativas da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis a pandemia aumentou a entrega das chaves de pontos comerciais no centro do Rio. Hoje, 40% dos escritórios na região estão vazios. A entidade estima que esse percentual de desocupação possa atingir até 53% no bairro que hoje responde pela segunda maior arrecadação de IPTU da cidade.

 

Edifício Praça Mauá, no centro do Rio.

 

A previsão é a de que, a médio prazo, surjam residências onde hoje há salas comerciais. Os escritórios de grandes empresas devem dar lugar aos locais de trabalho compartilhado, os chamados co-working. Tais mudanças podem levar ao centro da cidade ares dos anos 60, quando a região do Castelo possuía mais moradores do que espaços comerciais. Com a reinvenção do centro pode haver também a revitalização da vida noturna naquela região.

Para o arquiteto e urbanista Sérgio Magalhães “há mudanças no curto prazo, como o fechamento de lojas e restaurantes que podem não ser permanentes, mas há muita possibilidade de se manter a redução da área ocupada por corporações e áreas de serviços. Essas áreas ociosas podem ser recicladas, pois em geral são edifícios de boa qualidade”, afirma.

Para especialistas, existem algumas vantagens de se morar no centro, tais como boa infraestrutura urbana (redes de água e esgoto), facilidade de transportes e de equipamentos culturais (museus e teatros). Além de poder oferecer imóveis para uma parcela da população de menor poder aquisitivo.

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