Com a Coronavac, o mundo começou a ver o Butantan

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Pesquisadora do instituto há 34 anos, Ana Marisa coordena uma área com outros 34 pesquisadores e cerca de 200 funcionários

 

O Instituto Butantan completa 120 anos nesta terça-feira. Com o desenvolvimento da vacina Coronavac ,deixa de ocupar nosso imaginário apenas como um Instituto que desenvolve pesquisas com cobras, venenos e antídotos. Hoje, ele é um dos principais atores no combate ao coronavírus no Brasil.

O Butantan é também reconhecido pelas suas pesquisas sobre imunizantes. Uma nova fábrica deve ser inaugurada até o fim do ano e possibilitará ao instituto se tornar independente no desenvolvimento dos imunizantes, da elaboração do insumo ao envase. Hoje, a Coronavac é feita em parceria com a Sinovac e o antígeno, importado da China.

Em entrevista concedida ao repórter João Prata para O Estado de S.Paulo a diretora de inovação do Butantan, Ana Marisa Chudzinski-Tavassi, fala sobre seu trabalho e o papel da instituição na pandemia (leia a íntegra).

Pesquisadora do instituto há 34 anos, Ana Marisa coordena uma área com outros 34 pesquisadores e cerca de 200 funcionários. Ao Estadão ela diz que no momento suas atenções estão todas voltadas ao desenvolvimento de um soro para o tratamento de pacientes de covid-19. O medicamento se mostrou seguro no teste em animais e deve ser apresentado nos próximos dias para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Se aprovado, iniciará os testes clínicos em infectados.

“Aprendemos na pandemia a importância de montar equipes coesas para buscar soluções rápidas. Foi feita em tempo recorde, mas usamos critérios de gestão e organização. O Butantan tem uma parceria com a Sinovac e está fazendo o que faz rotineiramente… ensaios pré-clínicos, clínicos. Ninguém pulou etapas. As agências regulatórias também trabalharam com brevidade. Aprendemos que dá para diminuir o tempo”, informa Ana Marisa para aqueles que não confiam na vacina desenvolvida pelo Butantan.

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