‘É preciso cautela na avaliação das vacinas’, afirma especialista

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Homma é assessor científico sênior de Bio-Manguinhos/Fiocruz e o único brasileiro que figura entre “As 50 pessoas mais influentes do mundo em vacinas”.

 

Para controlar a Covid-19 no Brasil, não basta ter vacinas eficazes. Será preciso garantir uma ampla cobertura vacinal e cautela na avaliação da segurança, destaca um dos mais respeitados especialistas do planeta, Akira Homma. Em entrevista concedida à Ana Lucia Azevedo, no jornal O Globo, o cientista defende aprovação rápida de imunizantes contra a novo coronavírus, mas enfatiza que o processo de vacinação deverá ser longo para garantir segurança e extensa cobertura.

Homma é assessor científico sênior de Bio-Manguinhos/Fiocruz e o único brasileiro que figura entre “As 50 pessoas mais influentes do mundo em vacinas”. Essa é uma lista preparada pela indústria farmacêutica que inclui nomes como Bill Gates e o diretor dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, o imunologista Anthony Fauci.

Diante da urgência da pandemia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e agências reguladoras de governos consideram 50% de eficácia das vacinas como um percentual aceitável. Apesar de se mostrar otimista com a chegada da primeira leva de vacinas, o brasileiro afirma que “a meu ver, não é um percentual razoável. Uma vacina com 50% de eficácia exigirá 100% de cobertura, ou toda a população vacinada, e ainda assim, só imunizará a metade”.

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