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Em 1922, eleição presidencial teve fake news e resultado questionado

De um lado estava o mineiro Arthur Bernardes e em campo oposto o ex-presidente da República marechal Hermes da Fonseca

O marechal Hermes da Fonseca (à esq) acabou não concorrendo. Em seu lugar na disputa entrou o senador Nilo Peçanha (à dir)

 

Texto: Estação do Autor com Agência Senado

Edição: Scriptum

 

Não é de hoje que o Brasil vive processos eleitorais conturbados. Há 100 anos, os brasileiros vivenciaram uma batalha política recheada de fake news e questionamentos sobre o resultado das urnas, entre outras manobras. De um lado estava o mineiro Arthur Bernardes e em campo oposto o ex-presidente da República marechal Hermes da Fonseca, que acabou não concorrendo. Em seu lugar na disputa entrou o senador Nilo Peçanha. Após muita polêmica e ataques, o eleito foi Bernardes.

Os ataques começaram cinco meses antes da votação. Em outubro de 1921, o jornal carioca Correio da Manhã, opositor da candidatura de Bernardes, publicou duas cartas bombásticas atribuídas ao presidenciável. Em uma delas ele, supostamente, atacava duramente os militares. Com a saída de Hermes da Fonseca do páreo uma outra carta foi publicada. Dessa vez, os ataques se voltaram para Nilo Peçanha. Arthur Bernardes logo denunciou que as cartas haviam sido escritas por um falsário, o que de fato seria confirmado por exames grafotécnicos.

Reportagem de Ricardo Westin para Arquivo S, em Senado Notícias, conta como, apesar do desmentido do suposto autor, as cartas falsas repercutiram no meio político e chacoalharam a campanha presidencial em 1922.

Na Primeira República, a imprensa não buscava a imparcialidade ou o pluralismo. Pelo contrário, defendia suas posições político-partidárias explicitamente. Isso se dava não apenas nos editoriais e nos artigos de opinião, mas também no noticiário.

 

Arthur Bernardes foi eleito com 467 mil votos

 

Os brasileiros foram às urnas em março de 1922. Bernardes foi eleito o 12º presidente do Brasil com 467 mil votos (60% do total). Nilo recebeu 318 mil (40%). Foi uma das eleições mais apertadas da Primeira República.

O grupo de Nilo não aceitou o resultado. Alegou que houve fraudes na votação. Isso não deixava de ser verdade, já que na época os próprios políticos cuidavam das eleições. No entanto, as trapaças certamente ocorreram em ambos os lados. Ainda faltavam dez anos para a criação da Justiça Eleitoral.


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