“Estamos esgotados e nos culpamos se não fazemos nada”

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Para Olga Mecking,nnos tornamos escravos de ideais inalcançáveis que só servem para acrescentar mais tarefas às nossas já extensas listas de afazeres

 

As pessoas precisam aprender a fazer nada sem culpa. Essa é a mensagem que a escritora polonesa Olga Mecking passa em seu novo livro “Niksen — Abraçando a arte holandesa de não fazer nada”, lançado no Brasil pela Editora Rocco. Nele, a autora defende a tese de que estamos cada vez mais esgotados e que nos culpamos ao não fazer nada.

Niksen, em holandês, significa “fazer algo sem utilidade e aproveitar o ócio”. Em entrevista publicada na revista Galileu a escritora fala sobre as mudanças em nosso modo de trabalhar e o real significado de não fazer nada (leia a entrevista).

Em “Niksen — Abraçando a arte holandesa de não fazer nada”, Mecking reúne o que aprendeu nos últimos anos sobre a “técnica”, da qual virou uma espécie de porta-voz após escrever uma série de artigos sobre o tema para veículos como New York Times, Washington Post e The Guardian.

Por mais engajada que seja na defesa do fazer nada, a própria autora não tem a pretensão em se tornar alguma espécie de guru no assunto — aliás, ela reconhece, no livro, que está longe de dominá-la. Às vezes, a sobrecarga da rotina é tamanha que fazer nada se torna uma missão quase impossível. E esse não é o objetivo do niksen.

Ao contrário de outras modas ou tendências de bem-estar, que na visão de Mecking têm nos tornado escravos de ideais inalcançáveis e só servem para acrescentar mais tarefas às nossas já extensas listas de afazeres, a ideia por trás do conceito holandês é tornar o ócio uma prática novamente aceitável e desejável.

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