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Estudo mostra efeitos ‘sem precedentes’ da atividade humana em rios

Homem causou alterações superiores aos efeitos das mudanças climáticas no transporte de sedimentos fluviais

Os rios são responsáveis pela criação de várzeas, bancos de areia, estuários e deltas por conta dos sedimentos que transportam

 

Texto: Estação do Autor com Um Só Planeta / Galileu

Edição: Scriptum

 

Ao contrário do que se pensa, a importância dos rios não está apenas em ser fonte de água e abrigar animais. Os sedimentos fluviais têm um papel ecológico extremamente importante e estão comprometidos pela ação dos seres humanos.

Ao longo de 40 anos, pesquisadores coletaram material dos principais rios do mundo e chegaram à conclusão de que os humanos causaram alterações superiores aos efeitos das mudanças climáticas no transporte de sedimentos fluviais. Reportagem da revista Galileu publicada em Um Só Planeta mostra detalhes do estudo desenvolvido por cientistas da Universidade Dartmouth, EUA.

Os sedimentos fluviais fornecem habitat para organismos a jusante (sentido da correnteza em um curso d’água) e em estuários (braço de mar que se forma pela desembocadura de um rio). Além disso, têm o papel de reabastecer nutrientes aos solos agrícolas nas planícies de inundação e amortecer o aumento do nível do mar conforme ocorrem as mudanças climáticas, fornecendo areia aos deltas e litorais. Essas funções essenciais, contudo, estão sob ameaça.

A pesquisa revela que a construção generalizada de barragens no século 20, nas áreas do Norte da Terra, reduziu a entrega global de sedimentos transportados pela água dos rios para os oceanos em 49% em relação às condições pré-barragem. Nas áreas ao sul do planeta, tal transporte aumentou em 36% dos rios devido a grandes mudanças no uso da terra associadas ao desmatamento.

Os rios são responsáveis pela criação de várzeas, bancos de areia, estuários e deltas por conta, justamente, dos sedimentos que transportam. Uma vez que uma barragem é instalada, esse suprimento de sedimentos e seus nutrientes são frequentemente interrompidos. “Os rios são indicadores bastante sensíveis do que estamos fazendo – eles são como um termômetro para a mudança no uso da terra”, alerta Carl Renshaw, coautor da pesquisa.


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