Experimento no espaço surpreende cientistas

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Estudo foi realizado na Estação Espacial Internacional

 

Há meio século a ciência se debruça no estudo do poder curativo das células-tronco. Elas são consideradas “semente da vida”, já que tem a capacidade de se diferenciar em qualquer outro tipo de estrutura celular do nosso corpo. Veja detalhes do estudo realizado na Estação Espacial Internacional em entrevista do pesquisador Abba Zubair, da Mayo Clinic, para Marília Marasciulo, publicada pela revista Galileu (leia a íntegra).

A medula óssea é a principal fonte de células-tronco, porém uma pequena produção também acontece em outras partes do organismo. “Acreditamos que, em todo órgão, entre 1% e 5% das células tenham essa capacidade de ‘tronco’, o que significa que podem corrigir falhas, curar e regenerar os órgãos”, explica o cientista nigeriano Abba Zubair, líder do Centro de Medicina Regenerativa da Mayo Clinic, entidade norte-americana de pesquisas médicas.

A equipe de Zubair estuda células-tronco mesenquimais, que têm entre suas habilidades a regeneração de tecidos e órgãos. Dependendo da forma como são estimuladas, podem originar outros tipos de células, funcionam como imunossupressoras e ainda tem a possibilidade de reduzir a rejeição em um transplante.

Por sua versatilidade, as células-tronco mesenquimais são as mais usadas em aplicações clínicas. Um dos desafios é fazer com que essas células se multipliquem sem adquirir características específicas ou que se transformem em um tumor, por exemplo.

Diante desta e de outras limitações, a Mayo Clinic partiu para o espaço em busca de soluções. Para a equipe do cientista Zubair, isso é só o começo. Foram mais de três anos entre o desenvolvimento do projeto e o cumprimento de todos os trâmites para enviar as células à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

Para o cientista, seria muito importante que esse tipo de pesquisa ocorresse com mais frequência, inclusive em outras áreas da ciência. “Se você olha no espaço, a Terra é só um pontinho. Então, claramente, precisamos explorar mais. O que estamos fazendo ajuda neste sentido e é o que torna tudo interessante. Quem sabe talvez seja o corona vírus que faça a gente ter que sair e ir para outro planeta?”, questiona.

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