Imigrantes geram guerra diplomática entre Reino Unido e França

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Barcos usados por migrantes para cruzar o Canal da Mancha armazenados em Dover, na Inglaterra

 

O fluxo de imigrantes que cruzam atualmente o Canal da Mancha é cada vez mais intenso. Em barcos precários, mais de 14 mil pessoas tentaram chegar à Grã-Bretanha. Em um único dia 828, fizeram a travessia colocando França e Reino Unido em lados opostos.

Entenda na reportagem de Lucía Blasco para o El País as causas deste incessante fluxo migratório e por que ele coloca as relações diplomáticas entre Reino Unido e França em cenário extremamente delicada.

Na semana passada o Reino Unido declarou a sua intenção de devolver à França os barcos que transportam migrantes pelo Canal da Mancha. Assim, os barcos seriam obrigados a dar meia volta no canal, cabendo, então, à guarda costeira francesa interceptar as embarcações em suas águas.

A França se opõe ao plano. O ministro do Interior francês, Gérald Darmanin, disse que “proteger vidas humanas no mar é uma prioridade”. Ele se referia a um acordo fechado no início deste ano, pelo qual os britânicos prometeram pagar à França mais de US$ 75 milhões por operações extraordinárias, incluindo a duplicação do número de patrulhas costeiras.

Várias ONGs pediram ao Ministério do Interior britânico que adote uma “abordagem mais humana e responsável” em relação aos requerentes de asilo. Já a Anistia Internacional reforça que as pessoas têm o direito de pedir asilo no Reino Unido. Tim Naor Hilton, da ONG britânica Refugee Action, afirma que alguns dos refugiados encontra segurança e quer reconstruir suas vidas no Reino Unido, porque eles têm uma família e uma comunidade naquele país.

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