Incêndios no Pantanal cresceram 210% neste ano

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No mundo inteiro as florestas ardem em chamas. No Brasil, o Pantanal repete a trágica sina da Amazônia. Suas belas paisagens e animais são consumidos pela ação inclemente do fogo. De 2019 para 2020 o número de queimadas no bioma subiu 210%. Saltou de 4.660 para 14.489. Ainda que faltem três meses para acabar 2020, este já é o maior índice de queimadas em um único ano. É o que mostra reportagem de Augusto Fernandes, do Correio Braziliense (leia a íntegra).

Segundo registros consolidados pelo Programa Queimadas, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Especiais), os incêndios florestais cresceram de forma vertiginosa ao longo de 2020 em quase todos os biomas. De 1º de janeiro a 12 de setembro houve 125.031 queimadas no País, um recorde para o período desde 2010, quando 182.170 focos de calor foram mapeados no mesmo intervalo.

Por conta do número elevado de queimadas, o bioma já perdeu cerca de 15% de território. Ou seja, ao menos 2,2 milhões de hectares do Pantanal foram engolidos pelo fogo. Juntos, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul perderam mais de 1 milhão de hectares de florestas.

Apesar dos dados alarmantes, o governo não prevê nenhum centavo para ações do programa de Prevenção e Controle do Desmatamento e dos Incêndios nos Biomas. Em 2020, Ibama e ICMBio tiveram pouco mais de R$ 128,4 milhões autorizados pelo Palácio do Planalto e outros R$ 5,7 milhões aprovados pelo parlamento para essa finalidade.

Ao contrário, a previsão é de que os principais órgãos federais responsáveis por cuidar dos biomas do País tenham o orçamento reduzido em 2021. O Projeto de Lei Orçamentária Anual para o próximo ano, apresentado pelo Executivo, indica que o Ibama e o Instituto ICMBio podem ter um corte de R$ 126,1 milhões nas suas verbas.

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