Lobo-guará, o ‘semeador de árvores’ ameaçado

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Estimativa atual é de que haja cerca de 24 mil animais no Brasil

 

Apesar de já ter aparecido em uma cédula brasileira no passado, quando estampou em 1993 a nota de 100 cruzeiros reais, pouca gente conhece o lobo-guará. Um dos principais símbolos do Cerrado, homenageado em nota de R$ 200 a ser lançada pelo Banco Central, o animal está ameaçado pela expansão do agronegócio no bioma. É o que conta o repórter Vinícius Lemos, em reportagem do jornal Folha de S.Paulo (leia aqui a íntegra).

Especialistas apontam que, diante dos frequentes problemas causados por intervenção humana, a população de lobos-guarás no Brasil reduziu cerca de um terço nas últimas duas décadas. A estimativa atual é de que haja cerca de 24 mil animais no Brasil, que correspondem a cerca de 80% da população mundial – a espécie é encontrada também em países como Argentina, Uruguai, Bolívia e Peru.

O desmatamento no Cerrado traz mudanças intensas aos lobos-guarás. “As áreas em que eles vivem foram tomadas por setores da economia, como a agricultura. Isso descaracteriza o bioma. Essas regiões se tornam mares de pasto, cana ou soja”, relata o biólogo Rogério Cunha de Paula, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Os biólogos afirmam que é fundamental que as pessoas entendam que os lobos-guarás precisam ser preservados e que trazem benefícios importantes para o meio ambiente. “O lobo-guará é o semeador dos campos. Ele espalha sementes por onde passa, por isso falamos que ele é semeador de diversas árvores”, diz Rogério.

A nota de R$ 200 será uma importante aliada na conscientização sobre a importância de preservar os lobos-guarás. “Ao menos agora, logo após a divulgação da nova nota, as pessoas já estão falando sobre os lobos e muitos estão curiosos para saber mais sobre a espécie”, afirma Rogério.

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