Maioria quer Minhocão como é hoje, mas parque fica mais popular

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A desativação da via expressa que liga a zona Oeste ao centro da cidade é dada como certa desde 2014.

 

 

Derrubar ou não derrubar o Minhocão? A pergunta já vem sendo feita há anos pela população da cidade de São Paulo. Muitos prefeitos já foram questionados sobre o que fazer com o feio elevado que polui o centro da capital paulista.

O elevado João Goulart, popular Minhocão, faz parte da paisagem urbana e é considerado por alguns a praia de São Paulo. Aos finais de semana não é permitido o tráfego de automóveis e abre-se o espaço para prática de esporte e caminhadas. Já para os moradores do entorno que, desde sua construção, em 1975, tiveram suas casas praticamente invadidas pelo intenso trânsito, ele pode ser um pesadelo.

Reportagem de Thiago Amâncio para o jornal Folha de S. Paulo aponta que, segundo dados da pesquisa Datafolha, 54% dos paulistanos acham que o elevado deve ficar como está. Outros 35% defendem que ele se transforme em um parque que é a alternativa da atual gestão da capital (leia a íntegra).

A desativação da via expressa que liga a zona Oeste ao centro da cidade é dada como certa desde 2014. Hoje, o trânsito do Minhocão é interrompido à noite e aos finais de semana, quando seu acesso é liberado a pedestres.

A Câmara Municipal aprovou, em 2018, uma lei que determinava a criação do parque por um PIU (Plano de Intervenção Urbanística). A proposta virou questão jurídica e nos últimos meses ganhou mais um capítulo. Um decreto legislativo foi aprovado e sugere que os moradores da cidade decidam o destino da via por um plebiscito, que deve acontecer em 2022.

De um lado estão os que pensam que o Minhocão deve ser mantido como espaço de lazer. Do outro estão os que acham que só a demolição pode recuperar as avenidas Amaral Gurgel e São João, extremamente degradadas.

O secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Fernando Chucre, que luta pela criação do parque, é desfavorável ao plebiscito e defende a aplicação da proposta do Plano de Intervenção Urbanística: “O PIU é o instrumento mais correto porque consegue captar com maior precisão os anseios das pessoas que moram no entorno e qual a melhor opção para a cidade sob o ponto de vista da população que será beneficiada.”

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