Nova York tem queda nos despejos após criar lei do aluguel

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Os donos agora precisam esperar 14 dias de atraso no pagamento para levar o caso à Justiça. Antes, eram apenas 72 horas.

 

Em Nova York, a lei aprovada em junho de 2019 regulando o mercado de alugueis residenciais dificultou o aumento dos valores cobrados, o despejo em caso de atraso e abriu caminho para que locatários tenham preferência para renovar contratos e ficar na mesma casa por muitos anos, mostra reportagem de Rafael Balago para a Folha de S.Paulo (Leia mais).

Seis meses depois, enquanto o governo debate criar medidas adicionais, que englobariam imóveis comerciais, o número de despejos caiu 18%.

Entre junho e outubro do ano passado, com a nova lei em vigor, houve 35 mil processos judiciais a menos para retirar inquilinos, na comparação com 2018, segundo levantamento do Wall Street Journal.

Os donos agora precisam esperar 14 dias de atraso no pagamento para levar o caso à Justiça. Antes, eram apenas 72 horas.

Apesar da mudança na lei, o mercado segue aquecido na cidade. O valor médio dos aluguéis subiu cerca de 5% ao longo de 2019, na comparação com o fim de 2018, segundo estudo da consultoria imobiliária Douglas Elliman. Um apartamento de um quarto, em Manhattan, custa em média US$ 3.648 dólares (R$ 17 mil) mensais, por exemplo.

A prefeitura estipula quais serão os percentuais máximos de reajuste por tipo de imóvel. A última decisão limitou a 2,5% os aumentos para boa parte dos apartamentos, porém essa regra não se aplica a todos.

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