O arrependimento do criador do retuíte

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TECNOLOGIA

 

Há 10 anos, o desenvolvedor Chris Wetherell dirigiu a equipe que criou o botão do retuíte. Entusiasmava-o imaginar que esta ferramenta daria voz às comunidades com pouca representação. Quando o Twitter a lançou, viu que “tinha um multiplicador de força que outras funções não têm”, conforme contou numa entrevista ao portal norte-americano BuzzFeed. Mas o botão também mudou o Twitter de uma maneira que nem ele nem seus colegas anteviram. Os usuários compartilhavam suas mensagens sem pensar duas vezes, e as notícias falsas e ataques se propagavam rapidamente. Hoje, Wetherell – que antes tinha trabalhado no Google e agora tenta fundar sua própria startup – se arrepende de ter participado da criação desse botão e o compara a “entregar uma arma carregada a uma criança de quatro anos”, conforme revela reportagem de Isabel Rubio para a edição brasileira do El País.

Esta ferramenta se transformou numa das funções mais características do Twitter. Antes que existisse, os usuários precisavam se retuitar manualmente entre si. Em outras palavras, copiar o texto, colá-lo em um novo tuíte, escrever “RT” e enviá-lo. Com o botão de retuíte a companhia queria padronizar esse processo. Mas no momento da criação quase ninguém parou para pensar em todas as consequências possíveis. “Só duas ou três vezes alguém fez uma pergunta social mais ampla e interessante”, contou Wetherell na mesma entrevista. Houve, por exemplo, quem questionasse o que era compartilhado naquela época no Twitter. Leia aqui a íntegra da reportagem do El País.

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