O escravo que virou arquiteto no Brasil Colonial

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Joaquim Pinto de Oliveira, o Tebas, trabalhou na construção de verdadeiros ícones da arquitetura paulistana.

Nos tempos do Brasil colonial, ele foi o arquiteto responsável por diversos cartões postais da cidade de São Paulo, como a antiga Matriz da Sé, o Convento do Carmo e a ornamentação da fachada da Igreja de São Bento. Escravo alforriado aos 58 anos, teve sua profissão reconhecida somente mais de 200 anos após sua morte. A jornalista Letícia Rodrigues, da revista Galileu conta a história de Joaquim Pinto de Oliveira, Tebas, o escravo arquiteto (leia a íntegra).

Tebas nasceu em Santos, no ano de 1721, e foi escravizado pelo português Bento de Oliveira Lima, mestre de obras com quem ele teria aprendido o ofício. Na época do boom da construção civil no Brasil Colônia, foram juntos para a capital em busca de novas oportunidades, quando trabalhou na construção de verdadeiros ícones da arquitetura paulistana.

Em 1974, foi homenageado pela Escola de Samba Paulistano da Glória, com o samba-enredo “Tebas, negro escravo. Profissão: Alvenaria. Construiu a velha Sé em troca da carta de alforria”.

Tebas foi arquiteto responsável por diversos cartões postais da cidade de São Paulo

Tebas trabalhou até sua morte, aos 90 anos, e somente em 2018 o Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo (SASP) o homenageou, reconhecendo seu talento e profissão.

Abilio Ferreira, jornalista e organizador do livro “Tebas: um negro arquiteto na São Paulo escravocrata”, destaca que, como outros escravos trazidos à força da África, o arquiteto trouxe consigo muitos conhecimentos, com destaque para o trabalho com pedras e metais.

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