O estado de pandemia do coronavírus. E as ações no Brasil

Compartilhe
TwitterFacebookWhatsApp

NÃO DEIXE DE LER

 

Há registros de coronavírus em mais de 114 países, mais da metade dos países do mundo

 

O que o mundo temia aconteceu: a OMS (Organização Mundial de Saúde) decretou estado de pandemia diante da expansão do novo coronavírus. De acordo com a OMS, há registros de coronavírus em mais de 114 países, mais da metade dos países do mundo (195). Segundo dados da entidade, eram mais de 4.500 mortes e 122 mil casos confirmados em todo o mundo. No Brasil, eram 69 casos confirmados.

De acordo com o Instituto Pensi, centro de pesquisa clínica em pediatria do Hospital Infantil Sabará, se o Brasil chegar a 50 casos confirmados de coronavírus, o que já aconteceu segundo o Ministério da Saúde, esse total pode escalar para mais de 4 mil casos em 15 dias e cerca de 30 mil depois de 21 dias. Matéria do Nexo, assinada por Camilo Rocha, explica por que a doença está sendo tratada como pandemia e como o país está se preparando para a disseminação do vírus. Leia.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que a declaração do órgão vem tarde. “Desde a semana passada o Brasil já trata como pandemia”, disse à imprensa momentos depois do anúncio. Segundo a organização, a nomenclatura foi evitada até aqui por que havia um temor de que países se empenhassem menos em realizar medidas protetivas caso a doença parecesse impossível de conter.O termo pandemia se refere a um alcance maior, não a uma letalidade ou potência aumentada da doença. De acordo com a OMS, descrever a situação dessa maneira “não muda a avaliação a respeito da ameaça representada pelo coronavírus. Não muda o que a OMS está fazendo e não muda o que os países deveriam fazer”, diz o diretor Tedros Adhanom. Ressaltou que a hora é de escalar mecanismos de resposta a emergências.

O que o Brasil está fazendo

Em fala no Congresso, o ministro Mandetta enfatizou que o país se antecipou ao tomar medidas que já consideravam o coronavírus como uma pandemia. De acordo com o ministro, a rede de postos de saúde com horário estendido foi ampliada de 1.500 pontos para 6.700 em todo o país. Segundo o ministério, os mais de 42 mil postos de saúde existentes no país conseguem atender cerca de 90% dos casos de covid-19, já que são mais leves e podem ser resolvidos na Atenção Primária.

A campanha de vacinação contra gripe, que começará em 23 de março, também foi ajustada diante do avanço do vírus. Os primeiros a serem vacinados serão idosos e profissionais de saúde, mais vulneráveis. Na campanha de 2019 o primeiro grupo foi de crianças e gestantes. A ideia é que pessoas com mais de 60 anos não precisem ir para postos de vacinação em uma fase mais avançada do coronavírus.

A vacina que será aplicada é contra a influenza. Ela não protege contra o coronavírus, cuja vacina talvez só fique pronta em 2021, mas ajuda profissionais de saúde na triagem de casos, possibilitando um diagnóstico mais rápido do covid-19.

  Publicações

  Para pensar