O inseto que pode substituir cães farejadores na detecção de explosivos

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CIÊNCIA

Gafanhotos possuem receptores olfativos nas antenas para detectar odores no ar, seja de comida, de predadores ou produtos químicos.

 

 

Para detectar explosivos, autoridades usam cães treinados especificamente para esse fim.

O olfato canino é um dos melhores nesse sentido. Mas capacitar um cachorro para cumprir essa tarefa que salva milhares de vidas todos os anos é uma atividade custosa e exige muito tempo e dedicação.

Porém, um estudo da Universidade de Washington em Missouri, nos Estados Unidos, descobriu outro animal que pode ser um detector ideal de substâncias explosivas, conforme mostra reportagem da BBC News Brasil (leia a íntegra aqui).

Trata-se do gafanhoto sul-americano Schistocerca americana – seu nome científico. Enquanto o olfato em humanos ou cães depende do nariz, em insetos os receptores olfativos são encontrados nas antenas. Graças a elas, eles podem detectar odores no ar, seja de comida, de predadores ou produtos químicos.

Os neurônios receptores olfativos, por sua vez, enviam sinais elétricos para uma parte do cérebro do inseto conhecida como lobo antenal. Cada antena do gafanhoto-sul-americano tem cerca de 50.000 destes neurônios.

Para aproveitar esse sistema e avaliar a capacidade do gafanhoto-sul-americano de diferenciar aromas, o pesquisador Baranidharan Rama e sua equipe implantaram eletrodos nos lobos das antenas dos insetos.

Em seguida, lançaram diferentes vapores nas proximidades. Alguns continham traços de explosivos como dinamite, trinitrotolueno (TNT) e 2,4-dinitrotolueno (DNT). Outros, continham substâncias inofensivas.

Assim, descobriram que as diferentes essências ativavam diferentes neurônios nos lobos das antenas dos insetos.

Ao analisar os sinais elétricos detectados pelos eletrodos, os pesquisadores conseguiram determinar quando os insetos detectavam explosivos e quando não.

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