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O mistério das “pedras que andam” no Vale da Morte

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, presenciaram e documentaram em vídeo o fenômeno.

 

Ao longo dos anos foram atribuídas diversas explicações para o fenômeno, Desde a ação de alienígenas até ao campo magnético da Terra.

 

 

Texto: Estação do Autor com Canal Tech

Edição: Scriptum

 

Elas são conhecidas como sailing stones (“pedras navegadoras”), e percorrem vários metros, deixando rastros que revelam os caminhos percorridos pela planície de Racetrack Playa, na Califórnia, Estados Unidos. Ao longo dos anos foram atribuídas diversas explicações para o fenômeno. Desde a ação de alienígenas até ao campo magnético da Terra. O mistério deixou por décadas cientistas sem resposta.

O cenário que abriga as “pedras que andam” é tão intrigante quanto o fenômeno. Elas estão localizadas no Vale da Morte, um dos lugares mais quentes do mundo, ao Norte do deserto de Mojave. Veja na reportagem de Wyllian Torres editada por Rafael Rigues para o site Canal Tech como, depois de muito tempo, cientistas conseguiram revelar a dinâmica do até então misterioso episódio.

Para que as pedras possam “andar” é necessária uma combinação incomum de fatores durante o inverno no Vale da Morte. Nesta época do ano aumenta o volume da chuva e uma camada de água forma-se no leito do lago onde estão as pedras. As temperaturas despencam ao anoitecer e congelam essa água. Com o sol, o derretimento fragmenta o gelo em grandes placas. Porém, para que as pedras se movimentem é necessário o vento que impulsiona as tais placas. Enquanto isso, as rochas deixam rastros no chão ainda úmido e depois que tudo seca as trilhas permanecem.

Na década de 1940, o fenômeno começou a chamar a atenção da comunidade científica. Em todo esse tempo, as tentativas de explicar as pedras deslizantes falharam. Até que, em 2014, Richard Norris e seu primo, James Norris, então pesquisadores da Universidade da Califórnia, presenciaram e documentaram em vídeo o fenômeno. A partir do material coletado concluiu-se que a trajetória das pedras é determinada pela direção e velocidade do vento, além da água líquida abaixo da fina camada de gelo. Vale lembrar que o episódio acontece em um dos lugares mais quentes do planeta, fazendo com que a combinação desses fatores seja bastante rara.

 

Fonte: NPF, EarthSky, UCSD, PLOS ONE


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