Os bastidores da viagem de 44 dias de Cabral ao país

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Pedro Álvares Cabral e seus homens foram apanhados de surpresa

 

 

Há 521 anos, o navegador português Pedro Álvares Cabral e sua tripulação enfrentaram tormentas, calmarias e doenças em uma longa jornada até o outro lado do mundo. Dos 1,5 mil homens que zarparam de Portugal, apenas 500 conseguiram voltar, sãos e salvos, para casa.

Prevista para acontecer em um domingo, 8 de março, a partida da armada de Cabral, um fidalgo de origem nobre de apenas 33 anos, foi adiada por causa do mau tempo para o dia seguinte. Reportagem realizada por André Bernardo, para a BBC News Brasil, revela os bastidores da viagem de Pedro Álvares Cabral, que culminou na descoberta do Brasil (leia a matéria na íntegra).

Com o tempo bom e o vento favorável, Cabral e sua tripulação zarparam de Lisboa, rumo a Calicute, na Índia, no dia 9 de março de 1500. Curiosamente, o homem a quem o então rei de Portugal, Dom Manuel I (1469-1521), o Venturoso, confiara a maior, mais cara e mais poderosa armada portuguesa nunca tinha comandado nada antes.

A frota de Cabral era formada por nove naus, três caravelas e uma naveta de mantimentos. Ao todo, os 13 navios transportavam 1,5 mil homens entre médicos, boticários, religiosos, calafates e até degredados, isto é, condenados à morte que aceitavam trocar sua pena capital pelo exílio em terras desconhecidas. Na maioria das vezes, eram os primeiros a desembarcar. Se fossem atacados por selvagens, não fariam muita falta.

“Se houve imprevistos? Bem, ocorreu um enorme imprevisto, sim: a chegada ao Brasil”, afirma Paulo Pinto, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, em Portugal. “A armada tinha como destino a Índia e tocou a costa brasileira por acidente. É possível que Portugal já suspeitasse da existência de terras naquela região, mas a verdade é que Cabral e seus homens foram apanhados de surpresa. A chegada ao Brasil foi, portanto, um acidente de percurso de uma jornada que tinha objetivos estratégicos bem definidos. A Índia era a prioridade número um da coroa de Portugal.”

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