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Os prisioneiros eternos de Guantánamo

Vinte anos depois de começar a operar, muitas coisas seguem como antes em Guantánamo, apesar das denúncias de abuso aos direitos humanos e tortura

 

Apesar de tudo, especialista da Anistia Internacional se diz otimista quanto ao futuro do local

 

Texto: Estação do Autor com DW.com

Edição: Scriptum

 

Já de passaram 20 anos desde sua abertura e apesar de inúmeras denúncias de abuso aos direitos humanos e tortura, muitas coisas em Guantánamo seguem como antes.

Uma equipe jornalística driblou vários bloqueios geográficos e políticos e visitou a prisão militar instalada na ilha cubana. Veja na matéria de Oliver Sallet para o site DW, qual a realidade atual do centro de detenção americano criado em 2002, poucos meses após os ataques de 11 de setembro.

Um dos casos mais notáveis de Guantánamo é do mauritano Mohamedou Ould Slahi. Ele passou 14 anos atrás das grades, sendo torturado por 70 dias e interrogado 18 horas por dia durante três anos. Residente da Alemanha, apesar de não haver nenhuma prova contra ele, foi considerado suspeito de ser membro da rede Al Qaeda. Durante o tempo em que passou na base militar americana ele jamais foi indiciado ou condenado.

Daphne Eviatar, especialista da Anistia Internacional (AI) entende que a ausência do estado de direito praticada em Guantánamo não é algo acidental e sim um objetivo do governo americano desde a presidência de George W. Bush.

Apesar de tudo, Eviatar se diz otimista quanto ao futuro do local. Para ela, quanto menor se tornar o número de detentos, mais absurda será a manutenção da prisão. As argumentações racionais parecem não apontar soluções para Guantánamo. Como outras, essa é uma questão que se transformou em peça do jogo político americano, em cuja sombra os “prisioneiros eternos” há 20 anos aguardam julgamento.


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