Pais deveriam pressionar para vacinação de crianças

Compartilhe
TwitterFacebookWhatsApp

NÃO DEIXE DE LER

Miriam Tendler é estudiosa de vacinas há mais de três décadas

 

ocê será vacinado contra a covid-19, mas seu filho, criança ou adolescente, não. É isso mesmo. O alerta vem de Miriam Tendler, estudiosa de vacinas há mais de três décadas, que afirma que jovens podem virar alvo do coronavírus caso fiquem para trás no calendário de imunização.

Em entrevista à repórter Ana Lucia Azevedo, em O Globo desta terça (26), Tendler, que é líder das pesquisas que levaram ao desenvolvimento do primeiro imunizante contra a esquistossomose do mundo, em fase final de testes na África, trata dessa questão que preocupa a todos e tira o sono de muitos pais (leia a entrevista na íntegra).

Tendler defende a vacinação de crianças contra a pandemia, mesmo que elas não estejam incluídas em grupos de risco da Covid-19. Porque, ao não serem vacinadas e com o Sars-CoV-2 ainda em circulação, elas passarão a ser um segmento suscetível da população num momento em que adultos estarão vacinados.

De acordo com a pesquisadora, “uma vacina só é eficiente em conter uma doença quando uma ampla cobertura é alcançada. Para que isso ocorra, um grupo tão importante quanto o de crianças e adolescentes não pode ser deixado de lado. A cobertura vacinal precisa ser grande, isso é essencial.

Neste momento, Tendler afirma que o maior desafio é ter doses de vacinas para a população brasileira, não importa o grupo. Além de vontade política, falta uma boa gestão de saúde e também a adesão da população ao combate da pandemia, conclui.

  Publicações

  Para pensar