Pandemia impulsiona educação ambiental em escolas

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Escolas agora discutem o desafio de reduzir os impactos e formar cidadãos engajados com a preservação da natureza

 

Crianças e jovens foram obrigados a assistir as aulas de casa e impedidos de ter contato com a natureza por conta da pandemia. O tema e a necessidade de sua preservação apareceram nas telas dos computadores das salas online.

Reportagem de Júlia Marques para O Estado de S.Paulo revela que a pandemia acelerou um importante movimento nas escolas: o de olhar com mais cuidado para as questões ambientais e pensar em soluções para fazer frente ao desafio urgente de reduzir os impactos e formar cidadãos engajados com a preservação. A relação da doença com a devastação pode não parecer óbvia a todos, mas os cientistas alertam que outras pandemias podem surgir com frequência e se espalhar rapidamente se não forem adotadas medidas de proteção ao meio ambiente (Leia a íntegra).

Nas escolas, o tema vem sendo tratado em diferentes frentes e metodologias, dependendo da idade dos estudantes. Se o isolamento impediu o contato com a natureza em muitos casos, por outro lado, foi a chance de olhar para o que estava ainda mais perto. “Tentamos trazer as questões para dentro das casas dos alunos. Com os mais velhos, até mesmo fazendo essa análise sobre de onde vem o vírus, que relações eles fazem disso com as ações do homem”, explica Patricia Pavan, diretora pedagógica da escola be.Living, em São Paulo.

Já os alunos mais velhos conseguem acompanhar e participar de discussões globais. Estudante do 2º ano do ensino médio, Gabriela Ubeda, de 17 anos, começou a se envolver em projetos ambientais na escola medindo a qualidade da água de um córrego que passa por ali. Terminou conversando com ministros do Meio Ambiente na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP), em Madri.

“Nunca tinha passado pela minha cabeça que pudesse ir a um evento global desse nível. A gente pensa que só pode fazer coisas muito pequenas, como economizar água, plantar uma árvore”, diz Gabriela, aluna do Colégio Magno, na zona sul paulistana. Neste ano, ela manteve reuniões virtuais com estudantes de outras partes do mundo sobre as mudanças climáticas.

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