Parte da cultura japonesa, máscaras têm papel crucial na Olimpíada

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No Japão, usar máscaras durante o ano todo é um processo natural

 

As máscaras terão protagonismo nas Olímpiadas de Tóquio, compondo a paisagem olímpica nos pódios. Seu uso faz parte da etiqueta social no Japão desde muito tempo.

Muito antes da pandemia os japoneses usam máscaras protetoras. Elas estão integradas à cultura do Japão desde o século 17. Saiba mais sobre este costume secular na reportagem de Carol Knoploch, para o jornal O Globo.

A população japonesa está acostumada às máscaras. Em duas épocas do ano elas já estão em evidência: no inverno, para evitar a transmissão do vírus influenza, e na primavera, por causa da alergia ao pólen de tradicionais árvores locais. Passar a usá-las durante todo o ano foi um processo natural. Assim, a obrigatoriedade de seu uso em todas as instalações da Olimpíada não será novidade.

No período Edo (1603-1868), as pessoas usavam um pedaço de papel ou um ramo de sakaki — planta considerada sagrada em algumas regiões do país — para barrar o “hálito sujo”. A produção de máscaras no formato atual se acentuou durante a gripe espanhola, que castigou o país oriental em 1918. E desde a epidemia de H1N1, em 2009, fazem parte do cotidiano.

Jo Takahashi, escritor e produtor de projetos em arte e cultura, ex-diretor da Japan Foundation em São Paulo, lembra que o uso também retrata confiança na ciência. Ele acredita que os ocidentais, de uma forma geral, não entendem que o uso da máscara é um sinal de respeito ao outro.

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