Pesquisar

tempo de leitura: 2 min salvar no browser

{ NÃO DEIXE DE LER }

Planejamento urbanístico em Copenhague: uma cidade ideal para viver

Revolução no uso do espaço público foi introduzida na década de 1960, por um jovem casal

 

Capital dinamarquesa, transformou, na vida real, o sonho de uma cidade mais feliz e sustentável.

 

Copenhague começou sua revolução urbanística em 1962. Na década que gestou o mundo moderno. A mudança do espaço urbano da cidade foi capitaneada por um então jovem casal, o arquiteto Jan Gehl e sua companheira, a psicóloga Ingrid Mundt Gehl.

Um dos primeiros desafios colocados para Gehl, no início de seu emprego, na Prefeitura de Copenhague, foi planejar um conjunto habitacional. A encomenda do financiador do projeto era criar um lugar que fosse “bom para as pessoas”. Veja na reportagem de João Gabriel de Lima para o Um Só Planeta, como a capital dinamarquesa, transformou, na vida real, o sonho de uma cidade mais feliz e sustentável.

No início dos anos 1960 muito do urbanismo consistia em planejar o fluxo dos automóveis nas cidades. Vivia-se o auge do modernismo e do modismo de morar fora das áreas urbanas. Alguns habitantes de Copenhague trocavam seus apartamentos no centro por casas nas cidades vizinhas. Isso exigia longas e poluidoras viagens de carro. Ingrid e Jan receberam a incumbência de reverter essa tendência. O desafio era fazer da industrial e poluída capital um lugar que fosse “bom para as pessoas” e não para os carros.

A urbanista Helle Soholt entende que a grande ideia, então revolucionária, da dupla, foi aplicar métodos da psicologia à arquitetura. O arquiteto Jan e a psicóloga Ingrid começaram por estudar a pioneira via de pedestres Stroget, criada para ser uma rua de compras. Com questionários aplicados à população, eles constataram que as pessoas queriam usar a cidade não apenas para consumir, mas também para se divertir.

Desde então, pesquisas norteiam o uso do espaço público em Copenhague. Hoje, o que mais impressiona na capital da Dinamarca, num dia de verão, é a quantidade de gente na rua. Pessoas se divertindo e não apenas indo a algum lugar. As pessoas podem estar andando de skate, jogando basquete ou lendo um livro num café, o que comprova a teoria de Jan Gehl. Para o arquiteto, uma área urbana é como uma festa. Se ela estiver boa, as pessoas sempre vão querer permanecer ali mais um pouco.


ˇ

Atenção!

Esta versão de navegador foi descontinuada e por isso não oferece suporte a todas as funcionalidades deste site.

Nós recomendamos a utilização dos navegadores Google Chrome, Mozilla Firefox ou Microsoft Edge.

Agradecemos a sua compreensão!