Presidente da Fiocruz defende direito à saúde universal

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A socióloga Nísia Trindade Lima

A Revista Ciência Hoje entrevistou a socióloga Nísia Trindade Lima, a primeira mulher a presidir a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), que completa 120 anos de história neste mês de maio. Enfrentando as enormes responsabilidades como presidente da instituição, que está no centro do combate à pandemia, Nísia não usa alegorias para analisar o que estamos vivendo: “Fala-se muito de guerra, não gosto dessa metáfora. Para mim, a imagem que expressa essa pandemia é uma crise sanitária e humanitária” (Leia a íntegra da entrevista).

A socióloga destaca que a desigualdade em nosso País é uma de suas maiores preocupações: “não há democracia na circulação do vírus. Falam que o vírus é democrático, e ele pode, de fato, atingir a todos, como atinge, mas a capacidade de proteção e de resposta a isso é diferente num país desigual como o nosso”.

Com relação a situação da saúde pública ela é enfática ao falar da urgência do Brasil fortalecer sua base científica e tecnológica. “O mais importante é a necessidade de o País ter uma ciência forte e instituições científicas e universitárias onde se possa gerar conhecimento para compreender a dinâmica da doença na relação com a sociedade e o ambiente e também apoiar o desenvolvimento de políticas públicas”, afirma.

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