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Primeiro paciente com pólio nos EUA deve ter paralisia por ‘toda sua vida’, alerta gestora de saúde

Não é possível prever o futuro da doença, mas o aparecimento de novos casos é motivo para alertar a população sobre a importância da vacinação

 

 

Texto: Estação do Autor com O Globo

Edição: Scriptum

 

Foi dado o alerta. A poliomielite está de volta. Novos casos surgiram nos EUA e Israel. No Brasil, a preocupação entre os médicos se dá principalmente por conta da queda na adesão às vacinas, somada à vigilância insuficiente de casos de paralisia (que podem ser causados por outras doenças), mais o estudo aprofundado de águas do esgoto.

Em entrevista concedida a Mariana Rosário para O Globo, Patricia Ruppert, responsável pela gestão de Saúde no condado de Rockland, estado de Nova York, onde surgiu o primeiro caso da doença em quase uma década, está certa de que a partir de um caso de paralisia na região surge o indicativo de que o vírus já circula pelo entorno.

Aflita com a situação, Ruppert afirma que não é possível prever o futuro da doença e acrescenta que o aparecimento de novos casos é motivo para alertar a população sobre a importância da vacinação. O primeiro diagnóstico em solo americano é de um jovem adulto, sem vacinação, segundo a especialista. Por ser uma doença incapacitante, ele teve enfraquecimento nas extremidades do corpo e quadro de paralisia. Não há indicativos de que será possível reverter esse cenário, que se transformará em uma condição para toda a vida do paciente.

Uma das barreiras enfrentadas é convencer os grupos antivacina sobre a importância da imunização infantil para reduzir a transmissão de pólio. Para a especialista, é fundamental entender que a prevenção é o mais importante e que a vacina disponível previne esta doença.

A poliomielite causa preocupação também entre agentes de saúde brasileiros. Vale lembrar que o sarampo, doença que chegou a ser eliminada no País em 2016, voltou a aparecer após redução da cobertura vacinal no Brasil. Para erradicar o vírus selvagem, versão da pólio que assolou o mundo até os anos 1990, a vacina oral para a doença tem sido substituída nos programas de imunização global.

 

Leia entrevista na íntegra em O Globo (assinantes)


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