Quão sujo é o dinheiro vivo, afinal?

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Em tempos de coronavírus, o medo de contaminação atinge níveis cada vez mais altos. As pessoas passaram a ficar mais atentas diante de possíveis fontes de germes. A transmissão do vírus por meio de superfícies causa preocupações que já sinalizam mudanças no mercado capital. O dinheiro, que é um item manuseado com frequência, começa a sumir de circulação.

Quão sujo é o dinheiro vivo, afinal? Esta é a pergunta que Caroline Bolgna, do site Huffpost Brasil, faz a especialistas ao discutir a eficácia de trocar o papel pela moeda digital (leia a íntegra).

Nos últimos seis meses, muitas lojas e restaurantes pararam de aceitar dinheiro vivo, preferindo os pagamentos com cartões de débito e crédito ou sistemas digitais. Em março, a Coreia do Sul retirou todas as notas de circulação por duas semanas para desinfecção, algumas foram queimadas, para retardar a propagação da doença. A China tomou medida semelhante em fevereiro.

Pesquisadores do Center for Genomics & System Biology da NYU, em 2014, identificaram cerca de 3.000 tipos de bactérias em notas de dólar de um banco de Manhattan. Esses micróbios incluíam bactérias ligadas a intoxicações alimentares, infecções por estafilococos, úlceras gástricas e pneumonia.

“Nós humanos estamos cobertos de micróbios”, diz ao HuffPost Philip M. Tierno, professor de microbiologia e patologia da Grossman School of Medicine, da Universidade de Nova York. “Eles estão por toda parte em nossos corpos e nas coisas que manuseamos.” Tierno observa que é pouco provável que você fique doente com dinheiro, mas enfatiza que é uma boa ideia lavar as mãos depois de manuseá-lo. O mesmo vale para outros objetos, especialmente durante a pandemia. “Usar máscara é muito importante, assim como manter distâncias seguras”, afirma o especialista. Ele considera ainda que o hábito deve se manter até que tenhamos uma vacina e imunidade coletiva.

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