Refugiados podem contribuir para o desenvolvimento

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Grupo de 46 migrantes venezuelanos chega a Brasília, onde serão acolhidos e encaminhados às casas de passagem.  Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

Varridos pela grave crise econômica, política e social que atinge seu país, os milhares de venezuelanos que chegam ao Brasil em busca de trabalho enfrentam muitos obstáculos. Ainda assim, apesar das dificuldades, podem oferecer importante contribuição para o desenvolvimento brasileiro. Além dos aspectos culturais e políticos eles podem atuar com mão de obra especializada em vários setores ou abrir seus próprios negócios.

A conclusão é de um grupo de pesquisadores ligados à Universidade de Brasília (UnB). Com o apoio da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) e da delegação da União Europeia no Brasil, eles analisaram o perfil de alguns refugiados e imigrantes venezuelanos que conseguiram abrir seus próprios negócios no Brasil. Os dados indicam que a maioria deles já tinha administrado seu próprio negócio no país de origem. Leia a íntegra da matéria no site da Agência Brasil.

A terapeuta ocupacional Yilmary de Perdomo, 38 anos, vive no Brasil com marido e filhos desde 2016. Especialista em educação inclusiva e em ergonomia industrial, Yilmary não conseguiu validar o diploma venezuelano e, portanto, não conseguiu emprego em sua área de atuação. Como ela, são muitos os imigrantes refugiados que não exercem sua profissão por aqui. Tampouco é fácil para eles abrir uma empresa. Ainda assim alguns rompem as barreiras trabalhando em outras áreas e persistindo no empreendedorismo.

As dificuldades serviram como combustível e os motivou, ou forçou, a realizar atividades diferentes das que estavam habituados. As iniciativas, segundo os pesquisadores, mostram percepção estratégica e senso de oportunidade, qualidades muito valorizadas no mundo dos negócios.

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