Secas, tempestades e enchentes multiplicam migrações no país

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Moradores da comunidade indígena de Santa Terezinha, do povo Mendonça Potiguara, em João Câmara (RN), sofrem com a escassez hídrica. Foto: Dioclécio Mendonça

 

 

Catástrofes relacionadas ao clima e agravadas pela ação humana são responsáveis pelo alto número de deslocamentos no mundo. O termo “refugiados ambientais” se refere às pessoas que abandonam seus locais de origem, pressionadas por causas ambientais.

Em 2020, estes refugiados perderam ou saíram de suas casas 30,7 milhões de vezes por conta de enchentes, tempestades ou secas. Só no Brasil foram 358 mil novos deslocamentos.

Os dados são do mais recente relatório produzido pelo Centro de Monitoramento de Deslocamento Interno (IDMC, na sigla em inglês). Reportagem de Elisa Martins, para O Globo, descreve o impacto deste novo fluxo migratório no Brasil e no mundo.

O relatório aponta ainda para a possibilidade de eventos climáticos extremos se tornarem mais frequentes, caso nada seja feito para evitá-los. A previsão para o Brasil indica secas prolongadas no Nordeste e mudanças no regime de chuvas na Amazônia.

O físico Paulo Artaxo, da Universidade de São Paulo e do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU, o IPCC, diz que os refugiados ambientais constituem uma população invisível. Não há programa social do governo estruturado para lidar com essa questão.

O Nordeste serve como o exemplo mais claro para o Brasil. As pessoas saem de lá não porque querem enriquecer na Sul maravilha e sim porque não têm condições de sobreviver onde estão.

Leia mais em O Globo (assinantes)

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