Sem vacina, Olimpíada pode ser cancelada

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Japão gastou mais de U$ 12 bi construindo estádios e melhorando sua infraestrutura para os Jogos

 

O coronavírus avança em países da Europa e das Américas. No Japão os casos aumentam a cada dia, com uma perspectiva de vacinação apenas para o mês de fevereiro. Assim vai naufragando o sonho da realização das Olimpíadas Tóquio-2021, que poderiam significar uma celebração global do fim da pandemia.

O Globo de hoje traz reportagem de Matthew Futterman, do New York Times, que conta como as autoridades de Tóquio e do Comitê Olímpico Internacional começam a reconhecer que a realização de jogos seguros pode não ser possível. OCOI pode ser forçado a cancelar as Olimpíadas pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial.

Isso seria um grande golpe financeiro para a organização olímpica e para o Japão, que gastou mais de U$ 12 bilhões construindo estádios e melhorando sua infraestrutura para se preparar para os Jogos, e outros bilhões para atrasar o evento por um ano.

Durante semanas, autoridades japonesas e olímpicas insistiram que os Jogos seguiriam em frente e que não era possível adiar mais. Os organizadores têm tentado traçar planos para realizar os Jogos de uma maneira aceitável para o público japonês, anunciando uma série de medidas de segurança.

Porém, as pesquisas mostram uma cautela crescente. Em uma pesquisa realizada este mês, a emissora japonesa NHK descobriu que quase 80% dos entrevistados acreditavam que os Jogos deveriam ser adiados ou cancelados. Em outubro, menos da metade dos entrevistados disse isso. O número subiu para 71% em dezembro.

Thomas Bach, presidente do COI, disse que adiar os Jogos novamente não é uma opção e que, se o evento não puder acontecer neste verão, não acontecerá de jeito nenhum. Toshiro Muto, presidente-executivo do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Tóquio, reafirmou essa posição esta semana. O COI já atribuiu os Jogos de Verão de 2024 a Paris e os Jogos de Verão de 2028 a Los Angeles.

A realização dos Jogos tem sido uma prioridade para o primeiro-ministro japonês Yoshihide Suga, a principal força por trás do esforço para trazer as Olimpíadas de volta a Tóquio pela primeira vez desde 1964.

Apesar disso a Olimpíada fica cada dia mais distante da realidade de um país que registrou muito menos casos de infecção e óbitos que outros ocidentais, mas que teve um número recorde de casos e mortes nos últimos dias. Mais de 6.000 novos casos foram relatados na última quinta-feira.

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