Turismo em Veneza não será o mesmo, mas pode ser melhor

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Veneza lotada antes da pandemia: cidade irá repensar turismo predatório

 

Veneza, uma das cidades turísticas mais visitadas no mundo, pensa em alternativas sustentáveis para o período pós-pandemia. O setor turístico e seus habitantes se juntam, retomam costumes antigos e pensam em formas de reinventar a cidade que se viu arrasada com a queda da frequência dos milhões de turistas que a visitavam. É o que mostra reportagem de Anna Momigliano para o The New York Times, republicada pelo jornal O Globo (leia a íntegra).

Uma das antigas tradições de Veneza foi retomada na pandemia por conta do desaparecimento dos turistas. Com calçadas vazias foi possível resgatar a “flânerie”. Uma caminhada sem destino pelas “calli”, ou calçadas locais, para encontrar por acaso conhecidos, trocar um dedo de prosa e tomar uma “ombra de vin”, ou “sombra de vinho”, nome da clássica bebida veneziana. Com o dinheiro curto, os donos de tavernas começaram a vender fiado para os fregueses mais antigos.

Moradores e lideranças de Veneza investem no desenvolvimento de uma economia que não gire apenas em torno do turismo.

Outras cidades turísticas europeias, como Barcelona e Praga, dependem cada vez mais do turismo, o que as deixa mais vulneráveis aos efeitos da pandemia. Muitos moradores e agências de viagens locais estão em busca de ações para tornar mais sustentáveis essas regiões após o baque e, de certa forma, devolvê-las aos seus habitantes.

A principal preocupação é de como fazer com que o turismo não sobrecarregue tanto a infraestrutura urbana e a população das cidades. Moradores e lideranças de Veneza investem no desenvolvimento de uma economia que não gire apenas em torno do turismo.

A meta é atrair investidores internacionais, expandindo a influência de suas duas universidades e transformando os prédios vazios em centros de pesquisa ambiental. “Sim, a pandemia fechou o setor hoteleiro de Veneza, mas também é uma chance preciosa de repensar o turismo. Esta é a hora de retomar esta cidade; se não fizermos isso, daqui a dois ou três anos estaremos reclamando do turismo predatório de novo”, afirma Claudio Scarpa, presidente da Associazione Veneziana Albergatori, órgão que representa 430 hotéis no município.

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