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{ DIÁLOGOS NO ESPAÇO DEMOCRÁTICO }

A polícia no Brasil: nosso modelo precisa mudar?

Programa de TV da fundação do PSD entrevista os sociólogos Carolina Ricardo (Sou da Paz) e Renato Lima (Fórum Brasileiro de Segurança Pública)

 

 

O Brasil tem 84 polícias operando em seus 26 Estados e no Distrito Federal, cada uma delas fazendo parte do trabalho, quase sem convergência e com regras próprias, condição que torna quase impossível avaliar resultados do aparelho de segurança pública nacional. Este é um dos principais diagnósticos sobre o nosso modelo policial, de acordo com dois especialistas no assunto: Carolina de Mattos Ricardo, advogada e socióloga que é diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, e o doutor em sociologia Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e professor do Departamento de Gestão Pública da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas.

Eles foram entrevistados no programa “Diálogos no Espaço Democrático” – da fundação do PSD e disponível em seu canal do Youtube – pelo sociólogo Tulio Kahn, o atual secretário-executivo da Polícia Militar de São Paulo, coronel Álvaro Camilo, e pelo jornalista Sérgio Rondino, âncora do programa. Traçaram um cenário caótico.

Para Carolina, o modelo brasileiro não contribui para uma atuação ampla e integral da segurança e acaba gerando disputas corporativas e por informação. “A Polícia Civil se vê pouco responsável pela redução da criminalidade e a Polícia Militar acha que não tem responsabilidade no êxito da investigação”, diz. “Nós temos duas polícias por Estado, cada uma fazendo metade do trabalho; é a nossa jabuticaba”, ironiza.

Já Renato Sérgio de Lima considera o modelo brasileiro “completamente esquizofrênico”. Segundo ele, “cada uma faz aquilo que acha certo, não há parâmetros de atuação do ponto de vista estratégico”. Uma das questões, acredita ele, está no fato de que “a base infraconstitucional da segurança pública brasileira não foi modernizada com base na Constituição de 1988. “As normas que a regem são anacrônicas, a maioria de 1969, época em que a segurança pública era tratada como segurança interna”. Assim, completa, “há a ideia de que, se sou segurança interna, preciso eliminar o inimigo e para isto posso recorrer a qualquer tipo de procedimento”.


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