A política externa brasileira está errada

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DIÁLOGOS NO ESPAÇO DEMOCRÁTICO

 

A diplomacia brasileira deu uma guinada no governo de Jair Bolsonaro: deixou de ser um instrumento de diálogo e busca do entendimento para adotar uma linguagem antidemocrática, da ofensa, da simplificação grosseira e da retórica desnecessária. A análise é do ex-embaixador do Brasil na França e na Argentina, Marcos Azambuja, em entrevista do programa “Diálogos no Espaço Democrático”, produzido pela fundação do PSD e disponível no Youtube.

Azambuja destacou que o Itamaraty segue hoje na mão inversa da sua própria história. “Nós herdamos a boa diplomacia de Portugal, e sempre erramos muito pouco, tanto que sempre nos demos bem com nossos vizinhos, não perdemos territórios – ao contrário, ganhamos – e nas duas guerras mundiais estivemos do lado certo, com as democracias”, disse. “O Brasil tem que voltar ao leito da linguagem moderada, do pensamento sóbrio, da ideia do interesse nacional ser defendido não contra os outros, mas com os outros”.

Diplomata de carreira, Azambuja, que foi secretário-geral do Itamaraty e coordenador da Conferência Rio 92, concedeu entrevistado para o coordenador de relações institucionais do Espaço Democrático e professor da Universidade Federal de Goiás, Vilmar Rocha, o advogado e professor de Relações Internacionais da FAAP-SP Helio Michelini Pellaes Neto, e o jornalista Sérgio Rondino.

Um dos principais pontos abordados por ele foi a ideia sugerida pelo governo, de que há uma conspiração internacional em curso sobre a Amazônia, para manter o Brasil na condição de nação subdesenvolvida. “Não há causa mais universal do que a do meio ambiente”, diz. “Não devemos cuidar do nosso ambiente por causa dos europeus, mas por nós mesmos, porque deve ser do nosso interesse e responsabilidade”.

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