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Assistência à saúde mental pode prevenir suicídios, que crescem na América Latina

Setembro Amarelo foi tema de palestra na reunião semanal do Espaço Democrático

 

Redação Scriptum

 

A Organização Mundial de Saúde estima que mais de um milhão de suicídios são registrados no mundo diariamente. Desses, 14 mil são notificados no Brasil, que faz este mês mais uma edição da campanha de prevenção Setembro Amarelo. Embora os números estejam em queda em todo o mundo, nos países da América Latina a tendência é contrária, segundo a OMS.

O empresário Helio Michelini Pelaes Neto, diretor do Hospital Psiquiátrico de Itupeva, no interior de São Paulo, falou nesta segunda-feira (5), durante a reunião semanal do Espaço Democrático – a fundação para estudos e formação política do PSD – sobre os desafios na assistência aos pacientes de transtornos mentais, grupo que concentra boa parte dos casos de suicídio.

Helio mostrou números da Associação Brasileira de Psiquiatria, segundo os quais 25% da população geral apresenta um ou mais transtornos mentais ao longo da vida. “E em algumas regiões do Brasil a desassistência alcança 75% dos casos”, enfatizou.

Segundo ele, as condições de saúde mental são responsáveis por 16% da carga global de doenças e lesões em pessoas com idades entre dez e 19 anos. “E a depressão é uma das principais causas de doença e incapacidade entre adolescentes”, disse, lembrando que o suicídio é a terceira principal causa de morte entre adolescentes de 15 a 19 anos.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, no Brasil 12,6% de cada grupo de 100 mil homens morrem devido ao suicídio; entre as mulheres, a estatística mostra que são 5,4% de cada grupo de 100 mil. As taxas entre os homens são geralmente mais altas em países de alta renda (16,6% por 100 mil). Para as mulheres, as taxas de suicídio mais altas são encontradas em países de baixa e média renda (7,1% por 100 mil).

O gestor público Januario Montone, que foi secretário municipal de Saúde em São Paulo na gestão do prefeito Gilberto Kassab, contou um pouco de sua experiência. Apontou que os Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) são equipamentos caros, de custo similar a uma Unidade Básica de Saúde (UBS), que atende a um número maior de pessoas. “Pelas suas próprias características, tendem a ir para o final da fila das demandas públicas”. Montone lembrou a boa experiência da Prefeitura de São Paulo, durante sua gestão, com as comunidades terapêuticas para a internações longas. “Funcionou bem e foi uma alternativa para as internações de curta duração do CAPs”.

Participaram da reunião semanal do Espaço Democrático, além de Helio Michelini Pelaes Neto e Januario Montone, o superintendente da fundação, João Francisco Aprá, os economistas Luiz Alberto Machado e Roberto Macedo, os cientistas políticos Rogério Schmitt e Rubens Figueiredo, o sociólogo Tulio Kahn, o gestor público Júnior Dourado e os jornalistas Eduardo Mattos e Sérgio Rondino, que é coordenador de Comunicação do Espaço Democrático.


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